• Vera Galante

VAMOS FALAR DE POLÍTICA

Muita gente diz que não gosta de política. Mas na verdade existem várias “políticas” – a política partidária, política presidencial, política pública... Neste artigo vamos falar de políticas públicas. As políticas públicas visam o bem comum, e são, via de regra, políticas de longa duração (que atravessam mandatos presidenciais). Há exemplos que todos nós nos beneficiamos como, por exemplo, o “Plano Nacional de Imunização” do SUS. Outro exemplo é o ENEM, que visa medir e unificar o ensino médio no Brasil, igualando o ensino praticado em todos os estados da federação. Nenhuma dessas políticas públicas nasceu “pronta”, mas foi aperfeiçoada através do tempo por vários governos, independente da inclinação ideológica de cada presidente. A população é a grande beneficiada.


Muitas delas sofrem ataques de um ou outro presidente, mas elas sobrevivem e são fortalecidas a cada dia – o programa de vacinação, por exemplo, é modelo para o mundo. O SUS, com toda a logística que tem, é capaz de atingir toda a população, inclusive em lugares de difícil acesso.


Há também as políticas explicitadas por candidatos presidenciais que duram o mandato presidencial somente. Algumas terminam por se tornar política pública. Temos aqui o exemplo do “Bolsa Família”, criada no governo Lula, mantido no governo Dilma e rebatizado no governo Bolsonaro. Essas políticas visam deixar a marca do presidente mais do que beneficiar a população.


Os candidatos à presidência do Brasil ainda não são candidatos oficialmente, portanto não têm propostas concretas – isto é, todos menos o presidente Bolsonaro. Para o bem e para o mal, todos já sabem suas propostas, e como ele opera. Por isso o seu programa de governo para o segundo mandato poderá ser superficial. Os outros candidatos, ao contrário, terão que não só apresentar propostas concretas, mas convencer a população de que elas são viáveis e realmente trarão benefícios para a população.


A política, para trazer benefícios à população não deve ser pessoal – ou seja, não deve beneficiar o presidente ou seus amigos ao invés da população. Estamos prestes a escolher nosso (ou nossa) próximo presidente e devemos olhar com muito cuidado seus programas de governo e escolhermos com muita consciência. O/A candidato/a é importante, mas seu programa e o grupo que estará no governo é tão ou mais importante do que o indivíduo. Portanto, votemos com consciência.


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